Na sequência da melhora no mercado de trabalho, o desemprego recuou pelo 10º mês seguido. No trimestre encerrado em outubro, a taxa de desocupação caiu de 12,8% para 12,2%, se comparado com o semestre imediatamente anterior. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram divulgados na manhã desta quinta-feira (30).
No caso da população ocupada, houve um crescimento de 1,0% em relação ao trimestre anterior. Na prática, isso significa que 868 mil postos de trabalho, formais e informais, foram criados no período de um semestre. Quando comparado ao mesmo trimestre do ano passado, mais de 1,7 milhão de pessoas voltaram a ter renda em todo o País.
De acordo com o levantamento, o número de empregados com carteira de trabalho ficou estável em 33,3 milhões de pessoas, enquanto o número de trabalhadores por conta própria cresceu 1,4% na comparação com o trimestre anterior (+326 mil pessoas).
O resultado do trimestre ocorre ao mesmo tempo em que o mercado de trabalho reage diante do crescimento da economia. De janeiro a outubro, por exemplo, foram criadas 303,2 mil vagas formais de emprego no País, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve aumento de contingente em diversos setores econômicos. Os destaques ficaram com a construção, com mais 169 mil pessoas contratadas; informação, comunicação e atividades financeiras, profissionais e administrativas, com mais 311 mil pessoas, e serviços domésticos, com mais 173 mil pessoas.
Rendimento
O rendimento médio real habitual do trabalho fechou o trimestre encerrado em outubro em R$ 2.127, maior que os R$ 2.119 do trimestre anterior e que os R$ 2.076 constatados no mesmo período do ano passado.
Fonte: Governo do Brasil, com informações do IBGE
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quinta-feira, 30 de novembro de 2017
terça-feira, 21 de novembro de 2017
Para melhorar serviços públicos, governo avança na modernização do Estado
Ao diminuir o tamanho da administração pública, é possível melhorar os serviços públicos por meio da desburocratização de processos que tomam tempo e dinheiro do contribuinte. Nesse sentido, o programa Brasil Eficiente, por exemplo, vai digitalizar processos e evitar que o cidadão apresente documentos que já estão na base de dados do poder público.
Por meio do cruzamento de 80% dos dados contidos na esfera pública, a emissão de novos documentos, como passaportes e CPF, será mais rápida e simples. Até o fim de 2018, até mesmo processos como agendamento de consulta no sistema público de saúde sejam completamente digitalizados.
Neste ano, uma das maiores novidades nesse campo foi o anúncio da digitalização da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A partir de 2018, todas as informações da carteira impressa, além de avisos sobre pontuações de infrações e vencimento, estarão disponíveis em tempo real em um aplicativo.
Sem gargalos
No comércio externo, o Governo do Brasil também conseguiu avançar com o Portal Único de Comércio Exterior. Criado para agilizar o sistema comercial do País, a ferramenta vai reduzir em pelo menos 40% o tempo de exportação dos produtos brasileiros.
Isso será possível com a integração e harmonização de processos, dados e exigências necessárias para a venda de produtos a outros países. Ao eliminar, por exemplo, a necessidade de apresentar o mesmo documento mais de uma vez em uma mesma operação, o tempo para se exportar cairá de 10 para oito dias.
Agropecuária em alta
Um dos principais setores econômicos, o agronegócio também foi beneficiado pela desburocratização de serviços por parte do poder público.
Com 69 medidas de modernização em normas e procedimentos, o Plano Agro+ vai eliminar entraves e gerar um ganho de eficiência estimado em R$ 1 bilhão ao ano, cerca de 0,2% do faturamento anual do setor agropecuário.
Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério do Trabalho, Casa Civil, MDIC e Ministério da Agricultura
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Governo prevê inflação em 3,2% em 2017 e melhora estimativa de salários
Os dados constam do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do quarto bimestre, um documento divulgado a cada dois meses e que serve para acompanhar o comportamento das contas públicas. Nesse relatório, foram liberados R$ 7,51 bilhões do orçamento federal.
Com isso, a estimativa do Governo do Brasil fica em linha com as previsões traçadas por especialistas, que apontam para uma inflação em 3,09% em 2017.
Um dos grandes destaques econômicos, a inflação neste ano caiu de forma surpreendente diante das reformas econômicas aplicadas pelo Governo do Brasil, assim como a previsão de supersafra recorde, o que levou ao barateamento dos alimentos. Hoje, a inflação está em 2,70%, ante um patamar de 9,32% registrada em maio do ano passado.
Massa salarial
Soma de todos os salários pagos durante o ano, a massa salarial do brasileiro também tem perspectivas de melhora, de acordo com o documento divulgado nesta sexta-feira (17). Agora, o Ministério do Planejamento espera uma alta de 5,1% na massa salarial, ante estimativa anterior que previa um crescimento de 4,7% neste item.
“A massa salarial subiu como reflexo, principalmente, da melhora do mercado de trabalho que tem sido verificada mês a mês, que tem impactado as taxas de desemprego”, afirmou o ministro do Planejamento. Para ele, a quantidade de brasileiros ocupados aumentou, o que também melhorou a previsão da massa salarial em 2017.
Apesar de alto, o desemprego vem caindo de forma gradual desde o início do ano. O mercado de trabalho formal, contudo, dá sinais de fôlego. De acordo com saldo de demissões e contratações do setor privado, o Caged, foram criados 208,8 mil empregos formais de janeiro a setembro.
Do Governo do Brasil
Pagamento de cotas do PIS contempla 64 mil pessoas na região
Tem direito às cotas do PIS o trabalhador cadastrado no Fundo PIS/PASEP entre 1971 até 4 de outubro de 1988 que ainda não sacou o saldo total de cotas na conta individual de participação.
Agora, mulheres a partir de 62 anos e homens a partir de 65 anos tem direito ao saque de cotas do PIS. Os aposentados também seguirão o calendário escalonado de pagamentos. As demais regras de saque das cotas do PIS não foram modificadas.
Os saques de valores até R$ 3 mil podem ser feitos com Cartão do Cidadão e Senha Cidadão no Autoatendimento, unidades lotéricas com documento de identificação oficial com foto.
Os valores acima de R$ 3 mil devem ser sacados nas agências, mediante apresentação de documento oficial de identificação com foto. De acordo com a Caixa Econômica Federal, a rede de atendimento na região é composta por 39 agências, seis postos de atendimento, 174 casas lotéricas, 161 correspondentes e 82 pontos de autoatendimento.
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Produção de petróleo e gás natural avança em setembro
Em setembro, a produção de petróleo e gás natural registrou avanço, na comparação com o mês anterior. Dados da Petrobras mostram que, no total, foram 2,79 milhões de barris de óleo equivalente por dia, sendo 1,68 milhões apenas na camada do pré-sal.
No mês, a produção média de petróleo foi de 2,17 milhões de barris por dia, valor 2,8% superior ao de agosto. Já a produção de gás natural atingiu 81,5 milhões de metros cúbicos por dia, valor superior ao registrado em agosto. Nesse caso, o gás aproveitado nas plataformas foi recorde pelo segundo mês consecutivo, atingindo a marca de 97%.
De acordo com a estatal, esse valor se deve à normalização de operações na camada de pré-sal em Macaé e Itajaí, na Bacia de Santos.
Produção forte
Aumento na produção – com destaque para o pré-sal – e novas medidas regulatórias que agradaram os investidores tornam o ano positivo para o setor de óleo e gás. No mês de julho, por exemplo, dados divulgados pela Petrobras mostraram que a produção de petróleo no pré-sal atingiu recorde, com a retirada de 1,35 milhões de barris por dia.
Essa também foi a primeira vez na qual o pré-sal ultrapassou o pós-sal, em termos de produção.
Leilões à vista
Na próxima semana, o Brasil realiza a segunda e a terceira rodadas de licitações de áreas de pré-sal. Será o primeiro leilão exclusivamente de blocos localizados nessa área, depois de novas medidas regulatórias e do aumento da produção de petróleo.
Além da própria Petrobras, há importantes empresas interessadas em arrematar as ofertas, como a ExxonMobil, dos Estados Unidos; a Repsol, da Espanha; e a Total, da França, entre outras.
Do Governo do Brasil, com informações da Petrobras e ANP
No mês, a produção média de petróleo foi de 2,17 milhões de barris por dia, valor 2,8% superior ao de agosto. Já a produção de gás natural atingiu 81,5 milhões de metros cúbicos por dia, valor superior ao registrado em agosto. Nesse caso, o gás aproveitado nas plataformas foi recorde pelo segundo mês consecutivo, atingindo a marca de 97%.
De acordo com a estatal, esse valor se deve à normalização de operações na camada de pré-sal em Macaé e Itajaí, na Bacia de Santos.
Produção forte
Aumento na produção – com destaque para o pré-sal – e novas medidas regulatórias que agradaram os investidores tornam o ano positivo para o setor de óleo e gás. No mês de julho, por exemplo, dados divulgados pela Petrobras mostraram que a produção de petróleo no pré-sal atingiu recorde, com a retirada de 1,35 milhões de barris por dia.
Essa também foi a primeira vez na qual o pré-sal ultrapassou o pós-sal, em termos de produção.
Leilões à vista
Na próxima semana, o Brasil realiza a segunda e a terceira rodadas de licitações de áreas de pré-sal. Será o primeiro leilão exclusivamente de blocos localizados nessa área, depois de novas medidas regulatórias e do aumento da produção de petróleo.
Além da própria Petrobras, há importantes empresas interessadas em arrematar as ofertas, como a ExxonMobil, dos Estados Unidos; a Repsol, da Espanha; e a Total, da França, entre outras.
Do Governo do Brasil, com informações da Petrobras e ANP
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Justiça Federal suspende exploração de gás na região de Presidente Prudente
Na ação, o MPF apontou potenciais riscos ao meio ambiente, à saúde humana e à atividade econômica regional, além de vícios que nulificam o procedimento licitatório.
A sentença também suspendeu os efeitos dos contratos de concessão firmados entre a ANP e as empresas Petrobras, Petra Energia S/A e Bayar Empreendimentos e Participações Ltda. relacionados com a exploração de xisto por meio de fraturamento hidráulico nos blocos da mesma região.
O juiz ainda proibiu a ANP de promover outras licitações de blocos exploratórios na região e de dar prosseguimento ao procedimento realizado na 12ª Rodada, que tenha por objeto a exploração do gás de xisto pelo fraturamento hidráulico, enquanto não houver a realização de estudos técnicos científicos que demonstrem a viabilidade do uso dessa técnica em solo brasileiro.
Da mesma forma, a ANP está proibida de fazer outras licitações enquanto não houver a prévia regulamentação pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a realização de Estudos de Impacto Ambiental e a devida publicidade da Avaliação Ambiental de Áreas Sedimentares (AAAS), "cujos resultados deverão vincular eventual exploração dos correspondentes blocos, oportunizando-se, adequadamente, a participação popular e técnica, dos órgãos públicos, das entidades civis interessadas e das pessoas que serão impactadas diretamente pela exploração, para que, dessa forma, garanta-se o efetivo controle no uso da técnica, inclusive quanto ao depósito e posterior descarte das substâncias utilizadas no processo de exploração".
Outra determinação da sentença é para que as empresas se abstenham de realizar qualquer atividade específica de perfuração, pesquisa e exploração de poços, com fundamento nos contratos de concessão firmados, enquanto não elaborados os estudos mencionados e não realizado o processo licitatório válido pela ANP.
O juiz também mandou a ANP colocar em seu site institucional e no da Brasil-Rounds Licitações de Petróleo e Gás um aviso sobre a ação civil pública movida pelo MPF.
A sentença, que confirmou uma liminar já concedida anteriormente, anulou a 12ª Rodada de Licitações promovida pela ANP, em relação à disponibilização dos blocos da Bacia do Rio Paraná situados na região oeste do Estado de São Paulo, e os contratos de concessão, "desfazendo-se todos os vínculos entre as partes decorrentes da referida rodada de licitações".
Fracking
De acordo com o MPF, a extração do gás de xisto se dá pelo processo chamado de fraturamento hidráulico, ou fracking, que fraturar as finas camadas de folhelho com jatos de água sob pressão, a qual recebe adição de areia e produtos químicos que mantêm abertas as fraturas provocadas pelo impacto.
Ainda segundo o MPF, a fratura hidráulica é um processo de bombeamento de fluido, por meio de um poço aberto verticalmente, com posterior extensão horizontal, atingindo milhares de metros de profundidade, em face do que a pressão gerada provoca fissuras nas rochas sedimentares e permite a extração do gás natural, que chega à superfície misturado com água, lama e aditivos químicos utilizados no processo.
O Ministério Público Federal destaca que os impactos ambientais causados pela adoção dessa técnica são "incomensuráveis" e, em curto prazo, pode-se verificar a contaminação do ambiente por gás, a contaminação da água e do solo por deposição inadequada de efluentes e resíduos, vazamentos, acidentes com transporte e manipulação de materiais perigosos. Em médio e longo prazos, os riscos citados são a contaminação da água subterrânea e a contaminação de poços próximos por gás metano, que é asfixiante e inflamável, com risco de explosão.
A Procuradoria da República relata que diversos trabalhos científicos indicam que o fraturamento hidráulico causa uma série de impactos socioambientais como a mudança nas paisagens e a contaminação do solo, da água e do ar. Além disso, cita que um parecer técnico emitido pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional de Atividades de Exploração e Produção de Óleo e Gás (Gtpeg), instituído pelo Ministério do Meio Ambiente, aponta insuficiência de elementos para uma tomada de decisão quanto à exploração segura do gás de xisto.
"Em outras palavras, não é lícito à ANP ofertar a licitantes, que visam ao lucro, mesmo que potencialmente, a possibilidade de exploração de uma atividade cujos danos ao Meio Ambiente não são conhecidos", conclui o magistrado.
"Portanto, é nula a licitação em sua integralidade, porque concebe a prática do fracking, em afronta a princípios basilares de proteção ao Meio Ambiente, e não há como se preservar a licitação em relação ao restante do objeto, pois a hipótese configuraria flagrante ofensa à lei nº 8.666/93, competindo à ANP promover nova rodada de licitações", sentencia o juiz.
Do G1
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Petrobras e Shell fecham parceria para redução de custos
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| Presidente da Petrobras, Pedro Parente, fechou o acordo na Holanda |
Segundo a Petrobras, o documento foi assinado pelo presidente da estatal, Pedro Parente, e pelo diretor executivo da Shell, Ben Van Beurden, durante visita de executivos da companhia brasileira às instalações da Shell na Holanda.
Como parte do acordo, será formado um comitê de representantes de ambas as empresas. O objetivo é que esse grupo possa avaliar atividades que permitam o desenvolvimento contínuo de processos operacionais.
Atualmente, Petrobras e Shell são parceiras em dez consórcios de exploração e produção, sendo cada uma operadora em cinco blocos.
Do Portal Brasil
Mercado financeiro projeta menos inflação e mais crescimento para 2017 e 2018
Economistas das instituições financeiras continuam a traçar um cenário positivo para a economia brasileira em meio à retomada da atividade econômica. Dados do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira (11) revelam que os especialistas esperam um crescimento mais forte da economia em 2017 e 2018, em um cenário de queda da inflação e dos juros.
Segundo o documento elaborado pelo Banco Central com estimativas de cerca de 100 analistas, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano subiu de 0,50% para 0,60%. Em 2018, a estimativa para o crescimento da economia subiu de 2% para 2,10%.
O aumento da projeção para o PIB ocorre após o avanço da economia no segundo trimestre do ano. No período, a economia cresceu 0,2%, acima do esperado diante do aumento surpreendente do consumo das famílias.
Com esse cenário, os economistas reduziram a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, de 3,38% para 3,14% neste ano. Em 2018, a projeção para o indicador caiu de 4,18% para 4,15%.
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, a aposta dos analistas é de que ela encerre o ano em 7%, ante previsão anterior de 7,25%. Para 2018, a estimativa caiu de 7,50% para 7,25%. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a taxa caiu de 9,25% ao ano para 8,25%, o menor patamar desde 2013.
Do Portal Brasil
sábado, 9 de setembro de 2017
Supermercados registram maior déficit na região
Da perda de R$ 37,4 milhões prevista para o comércio varejista da região de Presidente Prudente no segundo semestre, em decorrência de feriados e pontes, conforme projeção da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), R$ 16,5 milhões correspondem ao setor de supermercados. Diferentemente de outros segmentos, este opta pela abertura de lojas em feriados – o que não significa que o “rombo” deveria ser menor, aponta a Assessoria de Imprensa da Apas (Associação Paulista de Supermercados). Segundo a entidade, o decreto que reconhece o setor como atividade essencial da economia, assinado em agosto pelo presidente Michel Temer (PMDB), facilitou a abertura de estabelecimentos aos domingos e feriados, porém, as pessoas normalmente se programam para fazer suas compras antes dessas datas.
Aqueles que resolvem ir a esse tipo de estabelecimento em dias de folgas não visam uma compra grande, mas algo que ficou para a última hora, esclarece a associação. A Apas menciona que há cidades pequenas onde o setor é monopolizado, logo, para esses proprietários, a abertura do empreendimento acaba sendo vantajosa. Já nas cidades que contam com mais de um grande supermercado, há a possibilidade de haver o marasmo. “Nenhum deles vai ficar lotado, pois os clientes se dividem entre os que têm e geralmente vão para comprar poucos itens”, explica.
Atrás dos supermercados, vem o segmento de outras atividades, que podem perder aproximadamente R$ 13 milhões, alta de 18,5% na comparação com o segundo semestre de 2016. Em seguida, está o setor de farmácias e perfumarias, cujas perdas apuradas devem somar R$ 4,2 milhões, aumento de 23,9% em relação com o mesmo período de 2016. A gerente da Perfumaria Sumirê, Simone Rezende, acredita que realmente há uma retração nas vendas em feriados, pois a loja encontra-se fechada, no entanto, enfatiza que grande parte da “procura perdida” nesses dias acaba sendo compensada às vésperas. “Antes ou depois, as pessoas sempre buscam as perfumarias, pois ninguém fica sem um desodorante ou um xampu, por exemplo”, considera.
Por fim, as lojas de vestuários, tecidos e calçados estão sujeitas a um déficit de R$ 2,6 milhões e evolução de 22,8% na comparação com 2016, ao passo que as lojas de móveis e decoração correm o risco de perder em torno de R$ 1 milhão e registrar queda de 2,5%, a única retração do varejo vislumbrada pela Fecomercio.
NÚMEROS
R$ 16,5 mi
é a perda apurada para o setor supermercadista
R$ 4,2 mi
é a baixa estimada para farmácias e perfumarias
R$ 2,6 mi
é o déficit previsto para lojas de vestuários, tecidos e calçados
R$ 1 mi
é o rombo projetado para lojas de móveis e decoração
Do O Imparcial
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Preços ao consumidor registram queda de 0,03% em agosto
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação dos preços da cesta de compras de famílias com renda de até cinco salários mínimos, registrou deflação (queda de preços) de 0,03% em agosto deste ano.
A taxa é inferior ao registrado pela inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, em agosto (0,19%) e pelo próprio INPC em julho (0,17%).
De acordo com dados divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador acumula taxas de 1,27% no ano e de 1,73% em 12 meses.
Em agosto, os produtos alimentícios tiveram uma deflação de 1,18%, enquanto os não alimentícios registaram uma inflação de 0,48%.
Da Agência Brasil
Alta dos combustíveis puxa inflação oficial em agosto
Os transportes, aliás, foram o grupo de despesas com maior inflação (1,53%) e maior impacto na inflação de agosto. Outro grupo de despesas com alta de preços importante foi habitação, com inflação de 0,57%. Entre os itens que tiveram aumento de preços em agosto estão a energia elétrica residencial (1,97%) e a taxa de água e esgoto (1,78%).
Por outro lado, o grupo de despesas alimentação e bebidas teve deflação (queda de preços) de 1,07% no mês e contribuiu para frear a inflação. A alimentação em casa ficou 1,84% mais barata, apesar do aumento do custo da refeição fora de casa (0,35%).
Entre os alimentos com as maiores quedas de preços estão o feijão-carioca (-14,86%), tomate (-13,85%), feijão-preto (-6,36%), açúcar cristal (-5,90%), alho (-5,83%), leite longa vida (-4,26%) e hortaliças (-3,68%).
Da Agência Brasil
Custo básico da construção tem alta de 0,13%, aponta pesquisa
De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), o CUB representativo da construção paulista (R8-N) ficou em R$ 1.319,13 por metro quadrado no período. Em 12 meses a alta é de 1,84%.
Na composição do indicador, os custos médios com mão de obra representaram 61,81%, materiais, 34,95% e despesas administrativas 3,24%.
Conforme o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, a ligeira oscilação resultou de reajustes anuais remanescentes em salários de trabalhadores e de engenheiros, em alguns municípios. "A tendência daqui para diante é de estabilidade no indicador", afirmou.
Custos dos insumos
Em julho, sete itens que compõem o CUB registraram variação maior que o IGP-M (0,10%). As maiores elevações foram registradas na telha ondulada (2,25%), bacia sanitária branca com caixa acoplada 6 L (1,16%) e emulsão asfáltica para impermeabilização (0,94%).
Do Portal Prudentino
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Diário Oficial traz prorrogação de prazo para regularização tributária
Ontem, o presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, editou medida provisória (MP) prorrogando o prazo de adesão ao novo refinanciamento de dívidas.
Os líderes na Câmara dos Deputados estão em busca de acordo para votar a proposta até a semana que vem. A ideia é encontrar um ponto de equilíbrio entre as mudanças feitas no programa durante a tramitação no Congresso, com forte redução de arrecadação, e a proposta inicial do governo.
Da Agência Brasil
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Ferrovia está na lista de acordos com chineses
Os chineses querem participar da construção da linha, que atravessa a Bahia, e do porto nas proximidades de Ilhéus (BA). Têm interesse também na exploração de minério de ferro na região de Caetité (BA), que será atendida pela ferrovia.
A outorga para exploração mineral pertence à Bahia Mineração (Bamin), empresa de capital cazaque que detém a licença para construir um terminal marítimo em Ilhéus. O governo baiano pretende instalar um porto público na mesma região.
Com 1.527 km e parcialmente construída com recursos federais, a Fiol não figurava entre os projetos mais “vendáveis” do governo. Além de não ter porto, está longe das regiões produtoras de grãos. Porém, ganhou importância porque coincide em parte com uma prioridade dos chineses, a ferrovia Bioceânica.
A Bioceânica foi anunciada em 2015 pela presidente Dilma Rousseff após acordo com os chineses. É um projeto orçado em US$ 70 bilhões, com traçado cortando o Brasil e o Peru para ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. O Brasil desenhou um plano B: construir, com os chineses, a parte brasileira da Bioceânica, com interesse na Ferrovia de Integração do Centro-oeste (Fico), projeto que atravessa o Mato Grosso. Segundo fontes do governo, os chineses aceitam, desde que esse projeto esteja acoplado à Fiol. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Sem freio: gasolina fica mais cara a partir de hoje
O anúncio foi feito pela Petrobras e segue a nova política de ajuste, que tem como base o preço de paridade de importação.
O ajuste anterior havia sido anunciado ainda no sábado (26), com aumento de 1,2% na gasolina e diminuição de 0,7% no diesel.
A nova política foi adotada no começo de julho e, desde então, os reajustes são feitos quase que diariamente. Os percentuais podem ser acompanhados no site da Petrobras.
Da Agência Brasil
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Brasil precisa melhorar qualidade da carne para não perder mercado, diz empresa
Com o maior rebanho mundial e ocupando o segundo lugar em produção e exportação de carne bovina, o Brasil tem agora o desafio de melhorar a qualidade do produto, segundo o gerente de Inteligência de Mercado da Minerva Foods, Leonardo Alencar. "O aumento de produção tem que vir com ganho de qualidade. Sem ganho de qualidade, há o risco de termos que comer mais e mais, porque os países lá fora não vão querer comprar nossa carne".
A Minerva Foods é uma das empresas líderes na América do Sul na produção e comercialização de carne bovina. Alencar participou do 5º Fórum de Agricultura da América do Sul, promovido pelo Agronegócio Gazeta do Povo, em Curitiba.
A qualidade da carne brasileira voltou a ser discutida desde a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, que denunciou a comercialização de carne adulterada no mercado interno e externo. O maior rigor de outros países em relação à carne brasileira levou recentemente à suspensão das importações de carne fresca pelos Estados Unidos (EUA). O Brasil havia conseguido abrir esse mercado após 17 anos de negociação.
"O mercado internacional conhece a carne do Brasil, sabe que é competitiva e de qualidade, mas o ponto principal [que faz com que compre a carne brasileira] ainda é a competitividade, mais que a qualidade", diz o gerente.
O Brasil, segundo Alencar, está bem posicionado internacionalmente. Em 2016, o país aparece como o segundo maior exportador, com 19,7% da fatia mundial, atrás da Índia, com 23,2%. Em terceiro lugar vem a Austrália, com 18,5%, e em quarto, os Estados Unidos, com 16,3%. Em 2017, o cenário se mantém mais ou menos constante - a Índia, 19,8%; o Brasil, 19,2%; a Austrália, 17,3%, e os Estados Unidos, 16,7%. "O Brasil tem hoje produto de qualidade e produto sem qualidade, tem produto barato, bastante competitivo. A gente consegue atender a quase todos os mercados. Exportamos para mais de 100 países. Os Estados Unidos e a Austrália exportam para menos de cinco países. O Uruguai, a Argentina, todos para poucos".
De acordo com o gerente, da Minerva Foods, o Brasil tem produção bastante heterogênea, o que acaba prejudicando a imagem do produto. Atualmente, um dos principais concorrentes é a Índia, que oferece carne barata e de baixa qualidade. "A gente tem que continuar se diferenciando para não ficar nessa briga com a Índia. Hoje temos a carne ingrediente, a da Índia, que é consumida misturada em outros produtos, tem aquela carne que se compra no supermercado e até mesmo em restaurantes, que é a carne dos EUA, e tem a carne premium, que é do Uruguai, da Argentina e Austrália. O Brasil precisa caminhar nesse sentido", defende. Para Alencar, o Brasil consegue atender a nichos específicos de qualidade, mas a maior produção do país "ainda está longe disso".
O mercado externo tornou-se atrativo especialmente pelo câmbio, com o dólar alto e com a queda do consumo no mercado interno, devido à crise econômica. Alencar diz que o Brasil tem cenário favorável, primeiro pela diminuição da exportação de outros países. Entre 2000 e 2017, a Rússia registrou retração de 34,3%; o México, de 34,6%; a China, de 21,2%; e os Estados Unidos, de 4,8%. Como segundo fator, ele cita o aumento do rebanho. Também entre 2000 e 2017, o Brasil aumentou em 54,5% o rebanho. Outros países da América do Sul que se destacam no mercado da carne bovina tiveram aumentos menores: o Paraguai aumentou em 39,8%; a Argentina, em 6,3%; e, o Uruguai, em 12,2%.
O Brasil tem hoje, de acordo com dados divulgados pela Minerva, 215 milhões de cabeças de gado e produz 9,5 milhões de toneladas de carne bovina. A produtividade é considerada baixa quando comparada com os Estados Unidos, que produzem 12 milhões de toneladas, com 86 milhões de cabeças de gado. Os números demonstram o potencial de crescimento da produção. "Temos que continuar aumentando os investimentos e melhorando produtividade. Agora, isso não pode ser feito de maneira desconexa em relação à qualidade, ou vamos começar a inundar o mercado com uma carne que não necessariamente tem a absorção no ritmo em que a gente está mantendo a produção".
Da Agência Brasil
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Mercado financeiro eleva estimativa para inflação pela quinta vez seguida
O mercado financeiro aumentou pela quinta semana seguida a projeção para a inflação este ano. Desta vez, o cálculo para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,50% para 3,51%. A estimativa consta do boletim Focus, uma publicação divulgada no site do Banco Central (BC) todas as semanas, com projeções para os principais indicadores econômicos.
Para 2018, o IPCA foi mantido em 4,20% há cinco semanas consecutivas. As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta de 4,50%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.
Taxa de juros
Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 9,25% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.
A expectativa do mercado financeiro para a Selic ao final de 2017 e de 2018 segue em 7,50% ao ano. A estimativa do mercado financeiro para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), foi mantida em 0,34% este ano e em 2%, em 2018.
Da Agência Brasil
PIB cai 0,24% no segundo trimestre, diz pesquisa da FGV
O Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), recuou 0,24% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro trimestre. A informação é do Monitor do PIB, divulgado hoje (21), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Segundo a pesquisa, no primeiro trimestre o PIB tinha registrado alta de 0,99%. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o recuo foi ainda maior: 0,30%. O principal destaque negativo neste tipo de comparação foi a queda de 1,8% da indústria, influenciada pela redução de 7,4% do setor da construção.
Sob a ótica da demanda, os investimentos tiveram um recuo de 5,1%. Por outro lado, o consumo das famílias avançou 0,6%, depois de nove trimestres consecutivos de queda. O resultado positivo foi influenciado pelos consumos de bens duráveis (3,8%), semiduráveis (7,3%) e não duráveis (0,5%).
Analisando-se apenas o mês de junho, o PIB cresceu 2,65% na comparação com maio, depois de uma queda de 5,79% na passagem de abril para maio.
Da Agência Brasil
sábado, 19 de agosto de 2017
Governo prorroga regime aduaneiro especial para setor petroleiro até 2040
O governo também publicou nesta sexta-feira, no Diário Oficial da União, a Medida Provisória (MP) 795/2017, que “institui regime tributário especial para as atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos.”
Para a Petrobras, a renovação do Repetro é mais um aperfeiçoamento importante do ambiente regulatório. Segundo a estatal, a medida combinada com o fim da obrigatoriedade da Petrobras de ser operadora única e deter pelo menos 30% em todos os campos do pré-sal, completa o conjunto de três ações, que inclui o aperfeiçoamento do sistema de conteúdo local.
"[A renovação do Repetro] completa um tripé que aumenta a competitividade dos ativos que serão oferecidos nos próximos leilões, destrava investimentos e dá à indústria um horizonte seguro para suas atividades”, disse a empresa por meio de nota.
IBP
Para o Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), a decisão do governo permitirá destravar investimentos, atrair novos agentes para o país e manter a competitividade do Brasil no cenário internacional. A entidade diz que o Repetro é responsável pela expansão do setor desde a abertura de mercado no final dos anos 1990 e continuará válido para equipamentos temporários, como sondas, plataformas e barcos de apoio.
O presidente do IBP, Jorge Camargo, apontou que a prorrogação do Repetro deve favorecer o crescimento econômico e provocar o aumento de empregos no Brasil. “Foi, sem dúvida, um grande avanço do atual governo na direção de manter a atratividade e a competitividade da indústria brasileira, com a visão estratégica de que o petróleo pode ser um dos grandes direcionadores do crescimento econômico do país e da geração de empregos nos próximos anos”, disse.
Medida provisória
O instituto destacou que, além do decreto com a prorrogação do Repetro, o governo editou uma medida provisória (MP) que cria um novo regime de tributação para o setor, com desoneração definitiva para equipamentos submarinos permanentes, que não serão retirados após o fim de sua vida útil, como as torres em formato de árvore de natal. De acordo com o IBP, a MP é favorável ao setor e desonerou, entre outros pontos, navios de GNL [navios-tanque para o transporte de gás natural liquefeito] e embarcações afretadas.
O IBP, no entanto, defendeu que o prazo da MP, que é de cinco anos, deveria acompanhar o período de 20 anos de isenção definido no decreto.
Da Agência Brasil
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Atividade econômica apresenta crescimento de 0,25% no segundo trimestre
No primeiro trimestre, de acordo com dados atualizados pelo BC, a economia cresceu mais, chegando a 1,22%.
Em relação ao segundo trimestre de 2016, houve queda de 0,22%, segundo os dados sem ajustes, já que a comparação é feita entre períodos iguais.
Em junho, o IBC-Br registrou crescimento de 0,5% na comparação com maio (dado dessazonalizado).
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.
O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Mas o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB) , calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país.
Da Agência Brasil
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