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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Justiça bloqueia bens de ex-prefeito em R$ 3 mi



A Justiça decretou a indisponibilidade de bens no valor de R$ 3.097.113,75 para o ex-prefeito de Mirante do Paranapanema, Carlos Alberto Vieira (PTB), do secretário municipal de Assuntos Jurídicos à época, Antonio Carlos dos Santos, e dos escritórios jurídicos Castelucci Figueiredo e Advogados Associados e Gradim Sociedade Individual de Advocacia – o qual, já garantiu que recorrerá da decisão.

O MPE (Ministério Público Estadual) ajuizou uma ação civil pública contra os requeridos por improbidade administrativa, alegando a existência de “diversas irregularidades” na contratação entre as partes. A primeira seria a dispensa de licitação para a contratação direta da empresa para a prestação de serviços técnicos profissionais especializados, entre os quais estariam o patrimônio ou defesa de causas judiciais administrativas.

Em tese, a descrição do objeto do contrato não permite vislumbrar indício de que os trabalhos não poderiam ter sido executados pelos procuradores jurídicos do município, de acordo com o magistrado Rodrigo Antonio Franzini Tanamati. Elementos informativos trazidos com a petição inicial revelam certa dose de verossimilhança nos fatos narrados, conforme o juiz.

“Além disso, a exigência de pronto pagamento de honorários no percentual de 15% dos valores recolhidos no ato da compensação, sem aguardar a sua homologação pela Fazenda, evidencia em tese a má-fé dos requeridos, mesmo porque não havia decisão judicial transitada em julgado que autorizasse qualquer redução do valor devido pela Prefeitura aos cofres públicos federais”, declara o magistrado. Sequer havia procedimento administrativo de consulta perante o Fisco, segundo a petição inicial.

O ainda pontua que existem “fortes indícios” de que a Castelucci utilizou-se de uma “manobra jurídica indevida” para driblar uma decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), impedindo-a de continuar atuando junto às prefeituras e propondo procedimentos fiscais supostamente indevidos. Isso porque os dois escritórios possuem os mesmos CNPJs e endereços, mudando apenas o nome da empresa. Assim, para o juiz, evidencia-se que houve apenas a alteração do nome da empresa.

“Notícias falaciosas”
Por meio de nota, o Escritório Gradim informou que é “sucessor” da Castelucci Figueiredo, e que repudia veementemente as “falaciosas notícias” que vem sendo veiculadas. Informou que os serviços prestados pelo escritório possuem respaldo na legislação vigente e que já foram reconhecidos judicialmente perante diversas comarcas do interior de São Paulo, pelo TJ-SP e, inclusive, pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Acrescenta que o município mencionado na reportagem possui medidas judiciais próprias em curso na Justiça Federal que endossam os créditos recuperados em seu favor, teve decisões favoráveis que permanecem em vigor. O escritório ressalta que as notícias visam “abalar a imagem e a credibilidade do escritório”, lembrando que o mero ajuizamento de ação de improbidade não invalida sua contratação por inexigibilidade.

Demais envolvidos

A reportagem tentou contatar as outras partes envolvidas, mas não obteve sucesso. Há apenas um telefone disponível em lista telefônica virtual no nome do ex-secretário de Mirante, no qual não foi possível encontrá-lo. Da mesma forma, nos telefones do ex-prefeito (fixo e celular) não houve resposta. Os contatos atribuídos à Castelucci, da mesma forma, não correspondem mais aos telefones da empresa.

Do O Imparcial

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Prefeito e Vice de Sto. Anastácio participam de encontro com o deputado estadual Campos Machado


O Prefeito Roberto Volpe (PMDB) esteve reunido com Deputado Campos Machado (PTB), juntamente com o Presidente Municipal do PTB Sr. Rubens Galharde, no qual se reiteraram os pedidos feitos ao deputado, bem como a unidade da penitenciaria e recursos para Agricultura do Município.
Também estiveram no encontro o vice-prefeito Franklin da Seguradora (PSB), o Vereador José Felipe (PSDB) e o ex prefeito Sr. Reinaldo ‘Pavão’.

Da Assessoria

Vaccarezza é preso na Lava Jato e será levado para Curitiba


O ex-deputado Cândido Vaccarezza foi preso temporariamente hoje (18) na capital paulista pela Polícia Federal, como parte da Operação Lava Jato. Ele será transferido, via terrestre, para a cidade de Curitiba, onde se concentram as investigações.

Além dessa prisão, a Polícia Federal (PF) cumpre 46 mandados judiciais, sendo 29 de busca e apreensão, 11 de condução coercitiva e mais cinco de prisão temporária em São Paulo, Santos e Rio de Janeiro. Os mandados são cumpridos em duas operações, a 43ª fase, chamada de Operação Sem Fronteiras, e a 44ª, denominada Operação Abate.

A Operação Abate, em que Vaccarezza é investigado, quer desarticular o grupo criminoso que usava da influência do ex-deputado para obter contratos da Petrobras com empresa estrangeira. O dinheiro era usado para pagamentos indevidos a executivos da estatal e agentes públicos e políticos, além do próprio ex-parlamentar.

Na Operação Sem Fronteiras, é investigada "a relação espúria entre executivos da Petrobras e grupo de armadores estrangeiros para obtenção de informações privilegiadas e favorecimento na obtenção de contratos milionários com a empresa brasileira", diz a nota da PF.
Da Agência Brasil