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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Tratamento de Parkinson no SUS terá dois novos remédios


O tratamento de Parkinson no Sistema Único de Saúde (SUS) agora conta com dois novos medicamentos. Com investimento total de R$ 17,91 milhões, a Rasagilina (1 mg) e a Clozapina (25 mg e 100 mg) trarão mais qualidade de vida aos pacientes com a doença, que afeta cerca de 200 mil pessoas em todo o Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, a Rasagilina estará disponível até o fim de fevereiro nas unidades de saúde. A substância é voltada para pacientes que iniciaram o tratamento na fase inicial da doença. Já a Clozapina, que já era oferecida no SUS para tratamento de transtorno bipolar e esquizofrenia, agora poderá ser usada também por pacientes com Parkinson que apresentam sintomas psicóticos.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), com base em solicitação da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, aprovou a oferta dos remédios. Em 9 de novembro, foi publicada a portaria que renovou o Protocolo de Tratamento para Parkinson no Diário Oficial da União. O documento foi criado em 2002 e descreve os principais sinais e sintomas da doença, determinando ainda o tratamento.

Tratamentos

Cerca de 1% da população mundial possui Parkinson, informa a Organização Mundial de Saúde (OMS). A doença neurodegenerativa provoca, em geral, problemas motores, como tremor, rigidez muscular, bradicinesia (lentidão na resposta) e alterações posturais, e ainda sintomas psicóticos à medida que a doença progride, processo que costuma ser lento.

Além dos remédios, estão disponíveis no SUS procedimentos de estímulo cerebral, como implantes de eletrodo e de gerador de pulsos. Existem 27 estabelecimentos que realizam neurocirurgia funcional estereotáxica 105/008, método minimamente invasivo de cirurgia cerebral, pelo Ministério da Saúde: dois habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia e 25 habilitados como Centro de Referência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia.

Os pacientes do SUS já tinham acesso a sete medicamentos para tratar a doença: Pramipexol; Amantadina; Bromocriptina; Entacapona; Selegilina; Tolcapona e Triexifenidil. Três outras substâncias, Levodopa+Carbidopa, Biperideno e Levodopa, podem ser compradas com até 90% de desconto no Programa Farmácia Popular.

Do Governo do Brasil

Novembro Azul: saiba como se prevenir contra o câncer de próstata

Em 2017, 61,2 mil casos de câncer de próstata devem ser diagnosticados no Brasil. Esse tipo de câncer é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Os dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) servem de alerta e reforçam a importância da população conhecer e discutir o assunto.

O que é o câncer de próstata?
Câncer de próstata é uma doença na qual ocorre o desenvolvimento de um tumor na próstata, uma glândula do sistema reprodutor masculino. Segundo o Inca, na maioria dos casos, ele cresce de forma lenta e não chega a dar sinais durante a vida nem a ameaçar a saúde do homem. Em outros casos, pode crescer rapidamente, espalhar-se para outros órgãos e causar a morte.

O que causa o câncer de próstata?
Por ser uma doença multifatorial, a ciência ainda não conhece todos os fatores que levam à doença. No entanto, o risco aumenta com o avançar da idade. No Brasil, a cada dez homens diagnosticados com câncer de próstata, nove têm mais de 55 anos. Estudos recentes também mostram maior risco em homens com peso elevado e com histórico da doença na família.

Como prevenir?
Adotar práticas saudáveis como não fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e ter uma alimentação saudável ajudam a prevenir o câncer de próstata.

Quais são os sintomas?
Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas. Quando apresenta, os mais comuns são: dificuldade de urinar, sangue na urina, necessidade de urinar mais vezes. Havendo alguns desses sintomas, recomenda-se a realização de exames.

Quais os exames realizados para identificar o câncer?
Há dois exames: o de toque retal, no qual o médico avalia tamanho, forma e textura da próstata, introduzindo o dedo protegido por uma luva lubrificada no reto. Esse exame permite palpar as partes posterior e lateral da próstata. O outro é um exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata – Antígeno Prostático Específico (PSA). Níveis altos dessa proteína podem significar câncer, mas também doenças benignas da próstata.

Todos os homens devem realizar esses exames?
Alguns especialistas são contra, já outros são a favor de se fazer exames de rotina em homens sem sintomas, pois pode trazer tanto benefícios quanto riscos à saúde. Os riscos desses exames estão relacionados às consequências dos seus resultados, e não à sua realização. “Os exames podem resultar no falso positivo, o que pode levar a um excesso de exames, como a biopsia, que pode ter complicações desnecessárias para o paciente”, explica Arn Migowski, médico epidemiologista do Inca. O Ministério da Saúde, assim como a Organização Mundial da Saúde, não recomenda que se realize o rastreamento do câncer de próstata.

Tratamento
Caso a doença seja comprovada, o médico pode indicar radioterapia, cirurgia ou até tratamento hormonal. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento escolhido é a terapia hormonal. A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.

Do Governo do Brasil, com Ministério da Saúde

sábado, 28 de outubro de 2017

Secretaria de Saúde do Município de Santo Anastácio realiza blitz de combate à dengue

Foto: Reprodução Facebook PM Santo Anastácio

A Secretaria de Saúde do Município de Santo Anastácio realizou na manhã desta sexta-feira (27), uma campanha educativa com o objetivo de reforçar os trabalhos relacionados ao combate à dengue.

Os agentes de combate à endemias promoveram uma blitz na Av. 9 de Julho. Durante a ação, motoristas receberam material informativo e orientações sobre como evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya, tendo em vista o período de chuvas, que favorece a reprodução do vetor.

Semana de Combate à Dengue

Durante esta semana, o Ministério da Saúde convocou os brasileiros a combater, com ações simples, a proliferação do Aedes aegypti, mosquito que transmite doenças como dengue, zika, febre amarela e febre chikungunya. Como a mobilização não pode parar, nesta sexta-feira (27), o Governo do Brasil reforça, novamente, o convite a todos os brasileiros para participar da Sexta-Feira Sem Mosquito.

É no verão, período do ano com o maior volume de chuvas, que a reprodução do Aedes aegypti fica mais fácil. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o desenvolvimento do mosquito, da eclosão do ovo até a forma adulta, pode levar um período de 10 dias. Assim, se a população buscar, pelo menos uma vez por semana, eliminar os criadouros do mosquito, o ciclo de vida será interrompido.

A mobilização de mais de 210 mil unidades públicas e privadas de todo o Brasil é liderada pela Sala Nacional de Coordenação e Controle. Fazem parte da Sala: os ministérios da Saúde, da Integração, da Defesa, do Desenvolvimento Social e da Educação, a Casa Civil e a Secretaria de Governo da Presidência da República, além de outros órgãos convidados. Ao todo, vão participar mais de 146 mil escolas da rede básica, 11,1 mil centros de assistência social e 53,3 mil unidades de saúde.

“Vamos manter o ritmo e proteger o Brasil dessas doenças. Organizamos no ministério uma grande mobilização para todo o País. Trabalhadores, alunos, homens, mulheres, cidadãos de todas as regiões podem colaborar”, adiantou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, no pronunciamento feito no último sábado (21).

Com Diretoria de Imprensa do Município de Santo Anastácio e Governo do Brasil


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Número de fumantes passivos diminui 42% em oito anos


Nos últimos oito anos, o número de fumantes passivos diminuiu quase pela metade. De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, a proporção de pessoas que não fumam mas são expostas à fumaça de cigarro caiu de 12,7% em 2009 para 7,3% no ano passado, o que representa uma queda de 42,5%.

Os dados foram apresentados por conta do Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado nessa terça-feira (29). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo passivo foi a terceira maior causa de morte evitável no mundo, ficando atrás apenas do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool.

De acordo com a pesquisa, a incidência de fumantes também vem caindo: de 15,7% em 2006 para 10,2% em 2016, uma diminuição de 35% no período. As reduções se devem, em parte, pelas medidas adotadas pelo governo brasileiro nos últimos anos atendendo a recomendações da OMS, como a proibição da propaganda comercial de cigarros, o estabelecimento de preços mínimos e o aumento da taxação dos produtos. Além disso, o fumo em ambientes de uso coletivo foi proibido em 2014, acabando com as áreas para fumantes e os chamados fumódromos.

Segundo o ministério, 428 pessoas morrem por dia em decorrência de doenças cuja causa é atribuível ao tabagismo, número que representa 12,6% de todas as mortes que ocorrem no Brasil. Somente no ano de 2015, mais de 155 mil mortes foram atribuídas a doenças cardiovasculares e pulmonares, além de diferentes tipos de câncer.

Da Agência Brasil