Conforme a Artesp, depois de constadas as irregularidades, os circulares foram encaminhados para a base da Polícia Militar Rodoviária, em Presidente Prudente. A Assessoria de Imprensa do órgão informa que ontem os carros foram removidos ao pátio de Assis (SP). O policiamento rodoviário, por sua vez, expõe que a participação na ocorrência foi para fomentar “a segurança viária e dos agentes da Artesp que ali realizavam a operação”.
Caracterizada como uma prática constante, a agência esclarece que a fiscalização de clandestino é uma sistemática em todo o Estado. Além disso, realiza regularmente campanhas alertando sobre riscos da utilização deste tipo de transporte. “Todos os veículos cadastrados pela Artesp passam por vistorias anuais realizadas por engenheiros credenciados junto ao órgão regulador”, completa.
Usuários
Embora, como declarado pela agência, a ação seja para prevenir riscos aos passageiros transportados, há quem não gostou da atividade. O estudante de Direito, André Lavorente, 22 anos, relata que se sentiu prejudicado com a fiscalização, uma vez que logo que foi feita a abordagem, os estudantes foram proibidos de sair do veículo, ao menos que um responsável chegasse com veículo próprio para levá-los. “Foi realmente estranho e constrangedor. Ficamos parados no local desde as 18h30 e só chegamos na faculdade por volta das 21h, porque fomos obrigados a permanecer no veículo”, explica. Ademais, o estudante, morador de Anastácio, relata que perdeu aula, palestra importante e lembrou que agora não sabe como fará para ir até a instituição.
Companheira regular de viagem, Bruna Garcia Assunção, 25 anos, que estuda Educação Física, também estava no ônibus quando tudo começou. Mesmo sem pagar pelo transporte da base até a faculdade, ela enfatiza que achou “uma ação bagunçada” e que acabou deixando muitos estudantes “na mão”.
Em resposta, a Artesp somente complementou que a locomoção dos usuários até as respectivas instituições de ensino foi realizada por uma empresa de ônibus “devidamente cadastrada”, sem custo.
SERVIÇO
Para esclarecer dúvidas dos usuários e ajudá-los a se certificar de que a empresa a ser contratada está devidamente regulamentada para o transporte intermunicipal, a agência disponibiliza em seu site a pesquisa pela placa do veículo, nome e/ou pelo CNPJ da firma a ser contratada.
Do O Imparcial
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